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"Bons amigos do Dharma""Bons amigos do Dharma"

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    • A chuva rugiu e foi-se. Agora é limpa a noite de outono. A água veste uma pátina dourada e leva uma estrela brilhante de jade. O rio Songhuajiang passa limpo e puro com a delicadeza de sempre. O pôr-do-sol enterra as montanhas em sombra. Um espelho…
    • Este espaço no mundo é uma cantiga. Esta cantiga cresce no ritmo das raízes. Estas raízes imitam formas do coração. Nada lhes peças. Nada lhes dês. Nada ofereças. Tu que és o espaço a cantiga as raízes o coração recolhe dignamente o que te deram, e…
    • Se mantiveres a cordura quando tudo à tua volta está a perder a sua e te culpabiliza por isso, se puderes confiar em ti próprio quando todos duvidam de ti mas permitires também que exista a dúvida; se puderes esperar, mas não te cansares na espera, se…
    • Fecharam o caminho que atravessava a floresta setenta anos há. O tempo, a chuva, vieram desfazê-lo, e ninguém diria já que houve um caminho que atravessava a floresta sem árvores plantadas. Jaz por baixo dos rebentos, das urzes e flores delicadas. Só o…
    • o teu nome enche a boca de mar e o estômago de vida a teu redor multiplicavam-se alimentos e bocas no teu corpo minguante a carne transformou-se em anos nas tuas mãos a lã floria mas o teu recordo é tão pequeno como esse espaço breve que ocupaste…
    • És um recordo errante, o corpo da memória das gerações passadas feito fotografia verso e verso. A sombra que me persegue desde o momento em que juntei palavra com palavra. Talvez a nascente de que emana a sede de expressão de tantos, ou então o primeiro…
    • de tanto ver-te ao espelho já ninguém se refletia no teu rosto morreste para ti voltada em ti como um rio que tenta despenhar-se na sua nascente e no entanto quanta corrente nos deixaste ninguém quer ver-se em ti mas são as tuas águas que nos levam e…
    • Este quarto, que bem o conheço. Agora alugam-no, e também o do lado, para escritórios. A casa inteira tornou-se um prédio de escritórios para representantes, homens de negócios, empresas. Este quarto é-me tão familiar. O sofá estava lá, ao pé da porta,…
    • Queres atirar-me uma pedra? Eis, toma o que resta do meu pêssego. Vermelho-sangue, profundo: só os céus sabem como é que amadureceu. Meio quilo de polpa dalguém fez o trabalho. Enrugado de segredos e duro na intenção de conservá-los. Porque surgiu, dum…
    • Tempo depois da chuva, as Colinas da Feiticeira escurecem. Agora elas destelham, cosidas com ouro e prata. Erva verde bordeia o lago que escurece e nuvens vermelhas fluem do este. O dia inteiro, o papa-figos chama, e os grous limpam no alto as brancas…
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