No pub de Rub?m n?o se pode fumar. E, contra todo o progn?stico, est?-se mesmo bem nele. S? falta gente. Mas ? falta dela, tem uma boa colec??o de cus feitos em cer?mica a servir de vasos e de cinzeiros (na entrada). (Bom, na verdade s? tem dois, mas d?o mesmo nas vistas e est?o muito bem feitos). Ontem fomos l? Gus, Marina e eu. Rub?m ? realmente uma das pessoas mais interessantes que por c? tenho encontrado. Faz teatro e ajudou-nos a Gus e a mim no playback que fizemos da D?cada Presitgiosa no Alacant Desperta, representando Nunca Mais. (Bom, corrijo-me de novo, realmente ajudamo-lo n?s a ele, fazendo de vedettes). Faz representa??es todos os dias no seu local, comentando a imprensa, mas nuns hor?rios que n?o me permitem assistir. (M?goa. Tenho certeza que estar?o muito bem). Ontem esteve a mostrar-nos fotos da inaugura??o e de obras que representou em tempos. S? as suas caras (? principalmente um c?mico) valem o pre?o do bilhete (seja qual for) multiplicado por vinte. ? um tipo que j? me ca?ra muito bem quando o conheci, e que n?o voltara saber dele at? agora. ? bom t?-lo localizado (e nunca melhor dito).
(E j? agora, ontem tive sexo de baixa intensidade. Sim. Com Gus e com Marina, mas tive. Encerro par?nteses).
Bom, pois já li Cerdedo in the Voyager 1. E ainda estou comocionado e emocionado. Profundamente. Tudo o que se me ocorre dizer é que Calros é o melhor poeta galego da actualidade. Simplesmente. Cerdedo in the Voyager 1 é todo um alarde de recursos expressivos. Irónico, combativo, extremadamente lírico e íntimo ao mesmo tempo. Poemas visuais que não perdem em nenhum momento o sentido do ritmo. Assustador. Quanto aos conteúdos... Acho que é a melhor expressão da célula da universalidade que já vi. A melhor expressão do espírito vaqueiro. Digo-o totalmente a sério. Quero escrever um artigo de opinião para o portal sobre o livro. A ver se tenho tempo antes de ir para a Galiza.
Comprei "La Pelota Basca" de Medem há dois dias. Hoje vi-a, e é mesmo interessante. Muito menos rompedora do que eu esperava, depois de toda a polémica. Achei comezinha, mas está bem.
Medem emprega a metáfora da pelota para a política em Euskadi, e por isso coloca imagens do jogo entre entrevista e entrevista. A mim estas imagens fizeram-me pensar numa outra coisa.
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