No centro do círculo
ninguém
apenas ar em vertical
e o ritmo
do coração do vento
A ideia vai mais rápida que a mão que a escreve.
Tento moldar o ar a minha volta,
esculpir o conceito do meu corpo
em vão.
Palheta no nariz.
Tremor do vento.
Barriga a dar as horas.
Café expresso.
na ausência de dores
respirar foi apenas ignorar-me inteiro
contei respirações
cumpri esses ciclos
e depois balancei-me levemente
procurando um centro
no movimento oscilante embalou-se o ego
e levantou-me de mim antes do tempo